🚨 Bolsonaro pode pegar até 46 anos de prisão? Entenda o caso!

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Bolsonaro Enfrenta Possibilidade de Até 46 Anos de Prisão

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá enfrentar até 46 anos de prisão, caso seja condenado na ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado.

Resumo da Situação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou suas alegações finais, com 517 páginas, sustentando a acusação por cinco crimes:

  • Comando de organização criminosa armada: até 20 anos de reclusão;
  • Tentativa de derrubar o Estado democrático de Direito: até 8 anos de prisão;
  • Golpe de Estado: pena máxima de 12 anos;
  • Dano qualificado com ameaça e violência contra a União: até 3 anos de prisão;
  • Danos ao patrimônio tombado: até 3 anos de reclusão.
“Bolsonaro foi o principal articulador, beneficiário e executor dos atos mais graves que ameaçaram o Estado democrático”, apontou a PGR.

Possibilidade de Agravantes

Segundo o professor de Direito Penal Davi Tangerino (UERJ), a pena poderá ser majorada caso sejam aplicados agravantes — como o fato de Bolsonaro ser considerado líder do grupo.

Mesmo que a pena máxima seja de 46 anos, a legislação brasileira prevê o cumprimento de até 40 anos de prisão em regime fechado, conforme o pacote anticrime sancionado durante o próprio governo Bolsonaro.

Futuro Processo e Julgamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) será responsável por definir a dosimetria da pena e poderá considerar a absolvição parcial, excluindo algum dos crimes apontados na denúncia.

Prisão Domiciliar

Nos bastidores de Brasília, especula-se que Bolsonaro poderá cumprir eventual pena em prisão domiciliar, considerando sua idade (70 anos) e problemas de saúde — como a esofagite aguda e outras complicações decorrentes do atentado de 2018.

Detalhes da Acusação

A PGR relata que o ex-presidente utilizou o cargo para atacar as instituições e o processo eleitoral, incluindo a criação da chamada "Abin paralela", com fins de espionagem política.

Outros Envolvidos

Além de Bolsonaro, também foram denunciados:

  • Augusto Heleno (ex-GSI)
  • Braga Netto (ex-Casa Civil)
  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-Defesa)
  • Anderson Torres (ex-Justiça)
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)
  • Deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ)
  • Tenente-coronel Mauro Cid (delator e ex-ajudante de ordens)

Próximos Passos

Agora, abre-se o prazo de 15 dias para alegações finais das defesas, seguindo a ordem iniciada pela defesa de Mauro Cid, que firmou acordo de delação premiada. O prazo é contínuo, inclusive durante o recesso do STF, que termina em 31 de julho.

Só após o encerramento dos julgamentos e análise dos recursos é que uma eventual condenação será confirmada — com possível início do cumprimento da pena.

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